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Guarda Nacional aprisiona embarcações senegalesas de pesca
Entre as treze embarcações aprendidas, uma que transportava um doente em estado grave foi libertada pelas autoridades nacionais, enquanto cinco outras fugiram posteriormente. Os agentes conseguiram conduzir até ao porto de Bissau sete canoas com 102 pescadores actualmente sob custódia das autoridades competentes. 

Sobre este assunto, a nossa equipa de reportagem deslocou ao Comando da Guarda Nacional para se inteirar do assunto. Na ocasião, o Comandante Geral da Guarda Nacional, Brigadeiro General, Armando da Costa Marna, disse que a Guarda Nacional considerada a quarta chefia militar, segundo a lei 08/2010 de 22 de Junho, tem o poder de fiscalizar a costa marítima, o que significa não se limitará só na fiscalização da pesca, mas também, a fiscalização de todas as actividades ilícitas praticadas nas zonas costeiras. 

Neste âmbito, com a autorização do Ministro do Interior, Botché Candé, o Comando da GN, que tinha já recebido informações sobre a presença de canoas pesqueiras que praticavam a pesca ilícita nas águas nacionais, efectuou uma operação relâmpago no qual os seus agentes conseguiram apreender 13 canoas infractores. Estas últimas se encontravam sem documentações e utilizavam redes de pesca proibidas há muito tempo pelas autoridades. 

Ainda, o comandante confirmou que foram obrigados, por razões humanitárias, soltar uma canoa porque transportava um doente grave e uma outra fugiu com um agente. Adiantou que o acto de fuga da canoa que levou o agente guineense para Senegal e que já se encontra em Bissau, graças a colaboração das autoridades daquele país, ocorreu no período nocturno. Pois, foi neste mesmo período que quatro delas fugiram posteriormente do porto de Caió pela madrugada, tendo restado apenas sete canoas com cento e duas pessoas (pescadores) a bordo que estão agora sob custódia das autoridades competentes. 

Também advertiu que jamais será permitido que os seus agentes de fiscalização marítima sejam lançados ao mar no desempenho das suas missões, e disse ainda que serão implementadas novas estratégias de fiscalização e de escolta das embarcações apreendidas. 

A ocasião serviu também para o comandante falar das últimas acções desenvolvidas pela sua instituição no controlo e apreensão de viaturas desprovidas de documentos e de mercadorias divido a fuga de fisco No que concerne à vulnerabilidade das fronteiras, o que resulta no fluxo de imigração clandestina, o comandante afirmou que tudo isso tem a ver com as dificuldades de ordem material, falta de controlo dos pilares e a falta de capacitação dos agentes, de modo a que estes possam conhecer a delimitação das zonas fronteiriças. 

Estas dificuldades, segundo as promessas e esforços do Ministro, Botché Candé e do Chefe do Estado Maior General das Forças Armadas, General do Exercito Biaguê Na N´tan, serão colmatadas brevemente, confirma o comandante. 

Tenente Felismina Gomes da Silva 

farp, 28 de Julho 2017