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Militares de Zona Norte desenvolvem actividades agrícolas

À semelhança das suas congéneres de Bafatá e Gabu, as unidades militares de Zona Militar Norte (ZMN) desenvolveram, na campanha agrícola última, actividades produtivas de cereais e tubérculos. Baseando-se do plano de produção do Estado Maior General das Forças Armadas Revolucionarias do Povo (FARP), as unidades tinham cada uma, o direito de escolher o tipo de produção que pretende fazer na sua área. Isso foi feito tendo em consideração as características geográficas das regiões e a particularidade dos terrenos onde estão instadas as unidades.

Assim, na zona norte, onde tem manos bolanhas, aliás, onde este tipo de espaços estão a desaparecer progressivamente devido aos efeitos da erosão natural agravada pela ação do homem, as unidades militares de Mansoa, Ingoré e do Comando da Zona optaram pela lavoura de mancarra, batata-doce e feijão “mancanha”. Os rendimentos dos trabalhos agrícolas de título experimental são louváveis e encorajadores, isso tendo em consideração o atraso registado na implementação da iniciativa. Assim, a zona norte conseguiu produzir nesta campanha 2015-2016, um total de 62 sacos de amendoim (mancarra); 12 sacos de batatas-doces e 200 quilos de feijão “mancanhe”.

Batalhão de Mansoa: Situada a 60 km da capital, o Batalhão de Mansoa, que joga um papel importante na defesa da região de Oio e da própria cidade de Bissau, quer estar na primeira linha na melhoria das condições da dieta alimentar nas FARP e no desenvolvimento socioeconómico da Guiné-Bissau. Foi nesta perspectiva que dedicou uma parte das suas actividades de preparação combativa na produção agrícola utilizando a quinta do Ex-Chefe do Estado-Maior General das FARP, General do Exercito,António Injai.

Segundo o Major Canseira Sambú, o General Injai concedeu sem hesitar o espaço que lhe foi solicitado pelo batalhão onde outrora ele foi comandante. O espaço disponibilizado serviu para cultivar mancarra e batata-doce. As actividades levadas a cabo pela unidade têm um rendimento de 42 sacos de amendoim e 12 sacos de batata-doce que irão permitiram assim ao batalhão reduzir temporariamente as suas despesas no domínio alimentar.

De acordo com o Comandante, o desenvolvimento das actividades de lavoura praticada insere-se no âmbito do comprimento das orientações do Chefe do Estado-Maior General das FARP, que ordenou todas as unidades militares do país a praticarem a agricultura. O seu cumprimento contribuirá não somente na melhoria alimentar e no desenvolvimento económico, mas também na preparação física e moral das tropas. Sublinhou ainda que os resultados de lavoura foram utilizados na alimentação dos militares de unidade.

Cansera Sambú recordou que, nos tempos atrás, o arroz lavrado na Guiné-Bissau era exportado para o estrangeiro, mas que “hoje vivemos o contrário e os compatriotas alimentam-se com arroz importado”. Então, se hoje recordamos do passado e pensamos em recuperar o lugar de outrora, digo que isso é uma boa ideia que deve ser reforçada pelo Governo, fornecendo tractores agrícolas e seus respectivos assessores. “Garanto que, quando tivermos tractores, nós vamos aumentar a superfície por explorar, diversificar a produção e aliviar o Governo de algumas despesas e também contribuir assim para o desenvolvimento do país.

No que diz respeito aos apoios, o Comandante garantiu que não houve algum e trabalharam com meios ao seu alcance e referiu que maior força que tiveram aqui foi a consciência e o levado moral dos soldados.

Recordou que o espaço explorado pelo batalhão foi concedido pelo ex-chefe do Estado Maior General das Forças Armadas Revolucionárias do Povo, António Injai que não obstante a sua profissão de militar e as funções que ocupava até 2014 se dedicam as actividades agrícolas, produzindo arroz, caju e a pratica de cria de galinhas.

Falando dos resultados da campanha agrícola o Comandante visivelmente satisfeito disse que conseguiram 42 sacos de mancara e 12 sacos de batata-doce. Em termos de dificuldades mencionou a falta de catanas, enxadas e de sementes que o batalhão acabou por comprar.

Comando de Zona Militar Norte

O Comando de ZMN situado em Bula e que dirige as unidades militares de Mansoa e Ingoré não cruzou os braços e empenhou-se também na produção agrícola. Nesta senda lavrou amendoins e feijão num dos terrenos cedido voluntariamente pelas populações da Bula. Os trabalhos iniciados tardiamente tiveram uma influência negativa nos rendimentos cujos resultados deram 27 sacos de amendoins e 200 quilos de feijão.

Todos os comandantes de Zonas norte confirmaram que a iniciativa de implementar a partir do ano transacto as actividades agrícolas em todas as unidades militares do país é uma orientação superior emanada do Tenente General Biaguê Na N´Tan, na base da qual, o Comandante de ZMN, Coronel Sumbonhe Na Tchungo ordenou ao Comando para encontrar um espaço onde lavrassem somente amendoins e feijão, porque não tinham lugar para cultivar arroz, mandioca e batata-doce.

Outro problema enfrentado foi a falta de semente, disse o Adjunto Comandante de Zona Tenente-coronel, Marcelo Cabral que adiantou que os resultados obtidos serão utilizados para alimentação da unidade. Em termos de dificuldades sublinhou a falta de catanas, enxadas, sementes e de lugares disponíveis.

Depois da identificação dos problemas, Cabral perspectiva encontrar os meios de produção indispensáveis e também os lugares para a lavoura de arroz. A lavoura de arroz não fazia parte do programa da Zona devido à insuficiência de bolanha aqui, sublinhou o Adjunto, que adiantou que os soldados têm a moral alta, cheio de vontade para cumprir as orientações superiores quer no aspecto de preparação combativa quer na produção agrícola.

Batalhão de Ingoré

O batalhão de Ingoé, situado na fronteira norte de Guiné-Bissau, seguiu igualmente o exemplo do de Mansoa e Bula lavrando um campo de amendoins que fica muito distante da vila. Nestas circunstâncias, não foi possível vigiar as plantas que foram na sua totalidade destruidas pelos animais selvagens. Major Ussumane Conaté

farp 22 -07 -2016